Caros Amigos e Visitantes do meu blogue, é com enorme satisfação poder partilhar as minhas "Musicas_Letras" convosco. Pois é através da musica e da escrita, que muitas vezes expressamos os nossos sentidos, sentimentos, e tudo que neles se reflectem... Espero que gostem, um abraço. José Tavares.
Vivemos no tempo dos porquês
É um sim é um não um talvez
Uma tela pintada a pincel
Tatuagens cravadas na pele
Cínico olhar de revés
Já não sei quem tu és
Sente-se o corpo cansado
Hipocrisia por todo o lado
Vivemos numa encruzilhada
Tiram-nos o pouco do nada
Dentes cerrados nada nas mãos
Não faz falta os que lá estão
A troco do nada levam-nos os tostões
São uma cambada de ladrões
Dizem que o sistema é assim
Roubam a ti e a mim
São parasitas de gravatas
Vão para o raio que os parta
Doutores sem dar consulta
Esses filhos de uma (…)
Sempre fui assim desde muito novo
Com a minha voz fui a voz do povo
Palavras discretas olhares profundos
Janelas abertas viradas para o mundo
Etapas vencidas fortes ideais
Retalhos de vida nunca são demais
Pedaços de neve que descem do céu
Como o amor entre tu e eu
Amor…
Vinte e quatro horas têm um dia
Sinto a ausência do teu forte abraço
Outros tantos dias tiveram o teu olhar
Foste o meu ar foste o meu espaço
Todo o passado que existiu em mim
Feito de amor e de lealdade
Sem nunca perder minha liberdade
Mesmo que um só dia falte para o fim
Amor…
Agora vivo só num meio isolado
Recordo os momentos que contigo vivi
Vem-me à memória imagens do passado
Parte do que sou pertenceu a ti
Escrevo-te esta carta com muito carinho
E mesmo sozinho nunca te esqueci
Com o teu amor percorri caminhos
Foste o melhor romance que um dia eu li
Amor…
É escuro na rua
Cai a noite na aldeia
O silêncio adormece
Com a lua cheia
Olhos que percorrem
Espaços vazios
Barcos nos rios
Onde mistérios se escondem
Segredos divinos
Que pertencem a Deus
No mais alto dos céus
Abrem-se caminhos
Pinturas perfeitas
De anjos de luz
Em volta de Jesus
A onde o dia se deita
Os herdados de Adão
Soltam brados de dor
Pedindo ao senhor
Que tenha compaixão
Ímpio aniquilado
No juízo final
Onde o bem vence o mal
Com um só soldado
É com frases já feitas que os palhaços da nação nos tentam distrair
Dizem falsas verdades e outras realidades só para não nos ouvir
Será que sou obrigado a compactuar
Com o número de bestas que existem por aí
Mas não me obriguem a ter que aceitar todas as imprudências e tudo o que vi
Por isso grito
Parem o mundo que eu quero sair
Passam dias após dias como enganosos profetas colocados em pedestais
Vivem com certas manias falando o ridículo
Comportando-se como anormais
Esquecendo que em qualquer lugar se pode morrer é só esperar pela hora certa
Prometem fazer tudo sem nunca fazer e enganam multidões com cara de poeta
Por isso grito
Parem o mundo que eu quero sair
Prometem jurar bandeira com a mão sobre o peito no alto de uma tribuna
E mandam-nos para o abismo com o seu próprio egoísmo
Para que todo o mal nos consuma
Vivem com sorrisos nos lábios e atentos aos flashes dos jornais e revistas
Mas são como ratos de esgoto que não levam o barco a bom porto
E na sociedade são oportunos artistas
Por isso grito
Parem o mundo que eu quero sair
Tenho dificuldade em te perceber
Teu modo de agir teu modo de ser
Saltas à corda no meio da rua
Sempre com a cabeça no mundo da lua
Saia aos quadrados blusa amarela
Foges para o recreio pulando a janela
Maria rapaz que não tem juízo
De manhã na escola à tarde de castigo
Pernas pisadas de jogar à bola
De um pedaço de pau faz uma pistola
Chapéu na cabeça pala para trás
Seu nome Maria Maria rapaz
A cada dia uma primavera
Ao som da guitarra um gemido
O tempo passa e não espera
E tantos minutos perdidos perdido
Em cada olhar uma quimera
Um só desejo de estar contigo
Em cada gesto uma certeza
Que se prolonga em teus braços
A beleza e o teu cheiro
Em que eu me vejo e revejo
Em tudo o que faço
Foi no silêncio que trouxeste um pouco de paz
Nas cores das pedras no correr das águas
No cheiro das flores
Com o toque acalmas o meu olhar
Fazes-me voar sentir paz interior
Diz-me para onde vais
Pássaro de uma só cor
Quero que me leves contigo
Para um sítio melhor
Leva-me para lá do horizonte
Conhecer outros ideais
Os rios correm mas secam-se as fontes
E as horas do tempo passam sempre iguais
Vê lá se no teu universo
As estrelas voam com o vento
Porque aqui o errado e o certo
São pormenores que se perderam no tempo
Ao lugar onde se pode tocar as estrelas
Sentir o universo na palma da mão
Onde as coisas mais feias se tornem mais belas
Onde os seres do mundo não precisem de ter chão
Vou jogar no meu número da sorte
Para ver se sai a mim
Vou apanhar a linha do norte
E viajar até um lugar sem fim
E cada um é como é
Vale sempre a pena tentar
Existe sempre mais uma história
Contada aqui ou em qualquer lugar
Afinal tu estavas tão perto
E nem sequer te conseguia ver
Dentro de mim existia um deserto
Só de pensar em te perder
É o coração que escolhe quem ama
Porque só ele conhece o amor
Mas também às vezes se engana
E quem ele ama não seja o melhor
Mas juntos construímos um mundo
Como quem lança os dardos à sorte
O amor é um sentimento profundo
Para quem viaja na linha do norte
Cansei de esquecer-te não posso fugir
O meu pensamento está no mesmo lugar
Por mais que a vontade tenha em persistir
São pedaços de rochas esculpidas pelo mar
E talvez um dia te lembres de mim
Mesmo sozinho eu teimo sempre em lutar
Como uma flecha que sai de entre um arco
Dividindo os fracos do sonho que hás-de sonhar
Das voltas que damos culpamos o mundo
Só que o próprio mundo nunca se engana
Nossas incertezas são como poços sem fundo
Tudo isso faz parte de todo o ser que se acaba
Demorei algum tempo
Para soltar o meu papagaio de papel
E com a força do vento
Escrevi o teu nome no céu
Mas foi uma estrela cadente
Que te segredou ao ouvido
Que era um brilho mais forte
Tudo aquilo que eu preciso
Meu papagaio de papel
Trás de volta o que eu preciso
Não importa o que seja
Nem que seja um sorriso
Para acalmar a minha dor
É que me aperta a saudade
Pois quando se sente amor
Para amar nunca é tarde
O amanhã não importa
A minha verdade é o agora
Mesmo que a porta se feche
Teimo em não ir embora
Só para te poder tocar
E te sentir por inteiro
Não importa o lugar
Nem o valor do dinheiro
A vida vale mais para quem sabe menos
De boca fechada conquista-se os sonhos
Na sombra do vento viaja o pensamento
Olhos nos olhos mostramos quem somos
Todos nós temos uma identidade
Mas na realidade ninguém conhece ninguém
Há quem diga que o mundo é uma bola de fogo
Com o toque das coisas desperta-se o desejo
É o golo que se marca depois da hora do jogo
É bom sentir prazer por muito pouco que seja
Dizem que um bom soldado é uma máquina de guerra
E que no Outono as folhas caiem ao chão
Que o preço do saber custa o suor da vida
E que todos temos medo do que não conhecemos
Os momentos eternos são como palavras em vão
E sem sair do lugar mesmo aí nos perdemos
É um livro que se leu sem se perceber a história
Por falta de palavras ou por páginas dobradas
É a dança do ventre ou a ciranda de pedra
Algo que nos faz circular em sentido contrário
É tentarmos um atalho que nos leva a outra estrada
É a troca de figurino ou a mudança de cenário
Há tantas coisas que me fazem pensar
Como os rios que correm em direcção ao mar
Sugestões que perturbam em tudo aquilo que sou
Como a semente perdida que o vento levou
Sinto o universo a rodar sobre mim
Vivo sentimentos que me criam emoções
Começo uma história sem saber se tem fim
Procuro respostas e encontro razões
Caio várias vezes nos mesmos erros
E nem sequer olho em outra direcção
Será falta de coragem para enfrentar os meus medos
Ou porque dentro de mim bate um coração
Às vezes fecho os olhos e sinto-me flutuar
No meu imaginário vejo algo de concreto
É nesses momentos que me deixo levar
E acabo por trocar o certo pelo incerto
Sigo o meu karma mesmo sem o aceitar
Será que foi predestinado ou será de mim
No palco da vida não interessa o lugar
Tudo é moeda de troca e irá ser sempre assim
Tentamos esconder
Mas não sabemos de quem
É que o tiro de bala
Pode ferir alguém
Somos a essência
Do processo criativo
A existência do homem
É o seu próprio inimigo
Levantam-se as armas
Soltam-se gritos de guerra
Cola-se ao céu
O centro da terra
A estrada da vida
Cruzou-se com a da morte
Uns tiveram azar
Outros tiveram sorte
Eu não vou
Prefiro ficar onde estou
Prefiro aqui ficar
Longe de tudo perto do mar
Abre-se um manto no céu azul
Sente-se o vento a soprar de sul
Escrevo histórias num papel
Vejo gaivotas voando soltas no céu
Ao longe um barco cruza o pôr-do-sol
Sinto a brisa beijar meu rosto
E eu ali inerte
A pensar em ti
Não olhes para trás
Olha só para a frente
E se olhares para o lado
É perda de tempo
O tempo não acaba
Tu é que acabas no tempo
Não olhes para trás
Olha só para a frente
Enfrenta os problemas
E não tenhas medo
O fim é uma certeza
Mais tarde ou mais cedo
Se quiseres triunfar
Não percas tempo
É só acreditar
E seguir em frente
Existe sempre alguém
Que te quer derrubar
Não permitas a ninguém
Que te faça calar
Catedral Santa Sé e eu ali parado aparado
À espera que alguém filme a cena
Catedral Santa Sé
É o preço que se paga só para aparecer
Pés molhados olhos no chão
Talvez seja a última vez que me vejas assim
Rosto pintado a lápis de carvão
Que expressa um sentimento que não existe em mim
São imagens são sinais
Controvérsias melodias
Em espaços irreais
A onde a noite beija o dia
O pouco é o bastante de tudo que existe
Nuvem de nevoeiro que o fogo atravessa
O carroceiro que por uns instantes desiste
Mas volta ao trabalho como num dia de festa
Mais uma câmara um projector
Acerto de luzes e um novo plano
Um trecho de drama com gritos de dor
De volta ao princípio por um mero engano
Já tive medo da noite já tive medo do escuro
Quando isolado na sorte me sentia um pouco inseguro
Já li a bíblia e outras palavras
Histórias de deuses demónios e fadas
Mas vale a pena sempre acreditar
Que entre a terra e o céu há um lugar para sonhar
Pensei que já tinha visto tudo
Mas o engano faz parte do erro
Profeta que ditou a sorte do mundo
Trazia consigo um grande segredo
A cada passo tudo acontece
Esperando sempre a mudança
Os olhares atentos que nunca se esquece
Como o riso espalhado de uma criança
Mais uma vontade de querer acertar
Nos vários conceitos que trazemos na mente
Nas imagens irreais que pairam no ar
Como barcos naufragados nas areias do tempo
São lobos que uivam na madrugada
Será a lua cheia que traz a má sorte
E as cartas dos astros que não dizem nada
É o fogo do triunfo a batalha da morte
Mas vale a pena sempre acreditar
Que há deuses perdidos á espera de glória
E que há sempre alguém que nos tenta enganar
Com a promessa do reino para a nossa memória
Olho no espelho e procuro-me encontrar
Mas a força do olhar nem sempre resiste
Vezes sem conta sinto-me a viajar
Em certos lugares que nem sei se existem
Correntes de papel que me prendem ao chão
Certas melodias que adormecem a mente
Razões que se perdem por entre os dedos das mãos
Vozes que se cruzam na linha da frente
Ondas do mar que passaram por mim
Gaivotas que voam sem nada encontrar
As rochas mais belas são como as do marfim
Até as nuvens do céu parecem chorar
Mas talvez o meu dia esteja já perto
Porque todos temos um dia de glória
E fazer um castelo nas areias do deserto
É mostrar ao mundo que o homem também chora
A força dos sonhos é que nos fazem mover
Desejo de conquistar e inverter os sentidos
Desistir de tudo é como parar de crescer
É olharmos em volta e sentirmo-nos perdidos
Eu não vou esperar nem que seja só mais uma vez
Pois se tu me quiseres saberás a onde me encontrar
E por tudo que vivemos e por tudo aquilo que fizemos
Eu não tenho pressa de apagar
E se o tempo me fizer sufocar
E a luz se turve perante meu ser
Mesmo que a brisa me venha segredar
Para eu voltar-te a esperar só para deixar de sofrer
Mesmo teres sido a lua nas noites mais quentes de verão
E teres-me feito a vontade aos meus íntimos desejos
E nem por teres acendido a chama que alimenta meu coração
Nem pelos teus simples toques e a magia dos teus beijos
Esse lugar tem um certo mistério
Não é preciso tocar para se sentir
A luz da lua ensina-te o caminho
E as palavras saem de dentro do teu olhar
Talvez o sol não esteja assim tão distante
Quanto mais percorremos mais longe ficamos
Será força de vontade que determina a nossa sorte
Para podermos escolher o sitio para onde vamos
Serão as leis que determinam o fim de toda a existência
Ou será a própria morte que impõem sua condição
O relógio do tempo marca sempre presença
No tribunal da vida e nos dias que virão
São rajadas de vento são medalhas no peito
Corpos que gelam sem contar as suas histórias
Doces melodias tocadas no ritmo perfeito
Será o atlas da vida que guarda as tuas memórias
A onde vais português
Para lá da fronteira do mar
Voltarás tu alguma vez
Para eu te poder abraçar
Levas contigo na algibeira
A imagem de quem te quer bem
E na cabeça as ideias
Lembranças que o povo tem
No coração um barquinho
Feito de folha de jornal
Que trazem notícias de um menino
Que outrora se tornou noutro igual
Ouviu-se calar os gritos
Da boca dos canhões
Dos tumultos gestos aflitos
Dos rostos pálidos nos caixões
De onde vens soldadinho
Do outro lado do mar
Pena de não mais poderes ver
E de tua voz se calar
Eu sou a verdade
Eu sou a vida
Eu sou a luz do mundo
Jesus Senhor
Senhor Jesus
Que por mim morreu na cruz
Eu sou a estrada para quem vive em mim
E quem vive em mim
Conhece o pai
Senhor Jesus
Jesus Senhor
Senhor da vida Senhor do amor